Fala seus lindo! Ou seus palerma...
Enfim, ...
Como sempre, cá estou eu na madrugada. Em vez de dormir às 21h, como toda estudante do turno matutino (ou não, os tempos são outros...), estava passeando pelo meu HD externo, na pasta "My Music" e encontrei uma velha playlist baixada de algum lugar obscuro (MegaUpload), num tempo remoto (adolescência), de pós-punk...Minhas raízes. Ou uma delas. Resolvi que deveria compartilhar com vocês. Não fiz a playlist, mas, com ela, descobri um mundo de VIADO-DEPRESSIVO que segue com Interpol, Bloc Party, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, The Libertines, The White Stripes e todas essas merdas que vocês gostam... Argh! Seus péssimos gostos musicais... Enfim, enjoy it!
xD
http://grooveshark.com/playlist/Playlist+Do+Post+Punk/68912269
quarta-feira, 28 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Resenha - Arctic Monkeys - "Suck It And See"
Resolvi fazer essa resenha tão revisitada por indicação de um amigo meu, que quando estávamos discutindo sobre o AM de 2006 (o tão aclamado álbum do ano pela NME, publicadora musical, “Whatever People Say I Am...”) e o AM de 2011, disse: “ Que música de viado é essa, Nathalia...?!”, eu respondi com: “São os macacos, velho..”; ele “Tão macacos velhos mesmo...”... Contrariando a tudo e a todos e quem mais vier, apresentarei meus argumentos de defesa para o “Suck It And See”:
Depois do big boom de estréia do álbum salvador da era digital, que todos nós já ouvimos, lemos sobre, conversamos sobre, discutimos, defendemos, vibramos e etc, veio o “Favourite Worst Nightmare”, que diga-se de passagem foi um milagre, até porque os macacos conseguiram manter o que parecia ser um sonho: comercializar e espalhar o que era underground. Se com “Whatever people say...”, eles conseguiram sair do anonimato, com “FWN” eles manteram o hypeness way of life, com batidas mais compassadas e ritmadas (“Old Yellow Bricks”) mas, como sempre, mantendo as alfinetadas na sociedade proferidas pelo “o Óraculo” e compositor Alex Turner.
Além de manter a legião de fãs, conquistaram os descrentes que duvidaram e apostavam num “one-cd-hit-wonder”, por assim dizer. Impressionaram com uma dançante e sentimentalmente profunda “Do me a favour”, que serviu de prelúdio para um apaixonado .... futuro. Depois disso, o álbum “Humbug”. Insosso. Estranho. Confesso que minha primeira impressão foi de repúdio, total. Será que Alex entrou numa onda experimental? Que alucinógeno “Sgt. Pepper” foi esse que os meninos ingeriram? “Humbug” é um daqueles álbuns tipo “projeto de identidade visual de empresa de Alexandre Wollner”: é preciso ensaiar, ouvir, maturar, jogar na gaveta por um tempo, procurar novas inspirações... E tentar entender. Pelo menos pra que possa ser chamado de álbum do Arctic Monkeys até então. Assim como já me foi dito do som da banda Little Joy. Acho que não amadureci tanto assim.
Então, sei que “Crying Lighting” consegue simplificar o cd com o fogo e a frieza de um mero “jogo de interesses”. Além da harmonia da canção de “esquecimento de um rosto”, violões de baladinhas, por assim dizer de “Cornerstone”, contrastando com a simplicidade e estranheza de um vídeo caseiro, onde o vocalista aparece numa parede de fundo branco, andando e cantando com uma microfone na mão. O projeto é tão ousado que se ouve maracas em “Fire And The Thud”, vozes de fundo suave, com uma guitarra que chora e grita no ápice da canção, sentindo a dor do senhor Turner.
Mas, daí Sir. Turner de Sheffield, não se achava apaixonado o suficiente e quis que nós sugássemos e víssemos o que mais ele tinha a oferecer: Um buraco negro de inteligência profunda e impressionante, com uma visão arrebatadora e amorosa. Acho que foi uma evolução natural... Eles finalmente encontraram o som deles. Com um retrocesso gritante aos anos 50 e a simplicidade do mesmo (“Black Treacle” e “Suck It And See”)... Tanto nas letras quanto nas melodias...
Com independência e nudez, na disponibilidade das músicas (com a ajuda da internet), ou na sinceridade e objetividade das composições de Alex. Sim, é totalmente diferente de como eles chegaram ao mercado.. É como ir da lagarta a borboleta... Do “ser boa dançando na pista de dança” ao ser “cruel comigo, porque sou um idiota por você”... É... Os macacos sairam do ártico. Gorilas-homens no calor do amor.
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